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Acolhida, orientação e inserção sócio e religiosa dos migrantes

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Os trabalhadores que cortam cana foram protagonistas de um grande levante que foi um verdadeiro divisor de águas.

No ano de 2005, nós da eco.das.letras, fomos consultados pela Pastoral do Migrante, Diocese de Jaboticabal, com sede em Guariba, SP, para montarmos um projeto de reformulação do jornal, que já existia, o Cá & Lá.

O jornal é parte do projeto de mesmo nome, que dão suporte psicológico, orientação quanto aos direitos, e não deixam que os migrantes se sintam desamparados.

A Pastoral do Migrante é um serviço eclesial voltado para a acolhida, orientação e inserção sócio e religiosa dos migrantes, trabalhadores rurais. O primeiro passo, antes de propor uma marca, foi conhecer o trabalho por eles prestado. E, ao longo de três meses foi possível refletir muito sobre a importância desse elo de confiança que envolve o trabalhador rural e os missionários Scalabrianos [Missionárioos de São Carlos Borromeu].

Informação dos que aqui estão trabalhando“Guariba é o nome de uma pequena cidade que fica no interior do Estado de São Paulo, região de Ribeirão Preto. É  um município que vive rodeado de usinas de cana-de-açúcar, vivendo basicamente da monocultura da cana. Lá vivem muitos bóias-frias que a partir do mês de maio iniciam a safra que vai até meados de outubro ou novembro.
Os trabalhadores que cortam cana foram protagonistas de um grande levante que foi um verdadeiro divisor de águas. Isso aconteceu no dia 15 de maio de 1984. Neste ano [2009] completam-se 25 anos portanto. Os trabalhadores iniciaram uma greve, que durou vários dias e que foi vitoriosa. Foi conseguido o primeiro contrato coletivo de trabalho com várias clausulas que fovoreceram os cortadores de cana. Até então, os salários eram baixos, havia roubo na balança que pesava a cana, eles eram transportados como gado nos caminhões juntamente com seus facões.”  Pe. José Domingo.

Notamos a existência de uma enorme produção de material, arquivados em pastas por assuntos, classificados por datas, muitas informações para pesquisas, desde muito antes de 1984, época da greve, quando não só o Brasil, como o mundo, voltou seus olhos para o Pró-alcool.

O presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Jaboticabal, com área de atuação em Guariba, Benedito Magalhães, em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo” [O ESTADO DE SÃO PAULO, 16-05-1984, p.38] disse que o tumulto foi devido ao povo já não poder comer porque estava tudo muito caro; também eram obrigados a evitar o consumo de água porque as tarifas cobradas pela SABESP eram muito altas. Disse, também, que o movimento era espontâneo, mas que contava com o apoio dele, que a situação estava mesmo muito difícil porque o ganho era baixo e o esforço físico era intenso.
Na mesma reportagem o governador Franco Montoro também se manifestou dizendo que achava que esses acontecimentos representavam um aviso para a grave inflação e a crise econômica que o país atravessava, pedindo compreensão a todos, principalmente aos usineiros, para que judassem o governo a encontrar uma solução para o problema.

Logomarca Pastoral do MigranteA Pastoral nunca se preocupou com uma marca; mesmo por que suas publicações eram apenas locais, de base e de apoio para estudantes universitários. Ocorre que os padres, freiras e missionários Scalabrianos tinham a necessidade de terem um documento que os acompanhassem nas visitas aos povos de origem, levando informação dos que aqui, estavam trabalhando.

A logomarca é resultado de uma composição que engloba cores cuidadosamente pensadas, um símbolo forte e estrategicamente posicionado, onde dois homens, pulando por sobre a palavra "migrante", no centro do Brasil. O vínculo emocional aparece representado no coração, os homens de distanciando, um cá o outro lá, que está no DNA do povo sofrido, que lida no eito da cana por um futuro melhor.

E, foi nessa época, também, que a eco.das.letras teve privilégio de ser convidada a cadastrar este material e fazer um site.

Nossa esperiência com sites aida era mínima. Resumia-se ao da prefeitura de Jaboticabal, SP, bem artesanal, em HTM, básico. Para a Pasoral haveria a necessidade de algo mais imponente, afinal os olhos do mundo em espeal, estavam voltados para o Pró-alcool.

O site logo ganhou um conteúdo riquíssimo, plataforma em PHP, animações m FLASH que vai de relacionamento familiar à notícias do campo, de trabalho escravo à Vozes do Eito. Até que de transformações, em trasformações, chegamos ao modelo que está hoje no ar, e que, a partir de fevereiro estará remodelado [esse trabalho continua e continuará disponível ao público em http://www.pastoraldomigrante.org.br].

Até ai tudo bem. Site entregue, mais um cliente satisfeito. Mas qual não foi nossa surpresa ao saber que esse trabalho rendeu frutos insuspeitos. As matérias e textos criados, pelos cortadores de cana, para o Vozes do Eito, viraram agora, em 2009, conteúdo um livro reunindo todas essas informações para o público leitor.

Próximo passo, após a publicação do livro, concluir a parte histórica fotográfica da Pastoral do MigranteNuma tiragem, tímida, de  1 mil exemplares e com 136 páginas o livro traz importantes informações. Dados vitais que irão ajudar ao mercado da comunicação, e aos estudantes saberem escrever com conhecimento de causa sobre as condições dos trabalhadores rurais  no corte da cana, na região de Ribeirão Preto.

Próximo passo, após a publicação do livro, concluir a parte histórica fotográfica da Pastoral do Migrante. E, para essa terceira fase, pretendemos trabalhar com o JomSocial, JA Enxofre, que tratam todos os aspectos típicos de uma rede social online interativa, onde as pessoas se conectam e podem contribuir com mais informações para esses pessoas que desafiam o mundo à procaura do trabalho, bem como a tradução automática do português para dez outros idiomas.

Diário de obra

15 set

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Última atualização ( Ter, 10 de Novembro de 2009 17:49 )  
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